por Hector Othon
🌑🌞 O MISTÉRIO DO ECLIPSE
A Lua não veio apagar o Sol.
Veio lembrar ao Sol que até a luz precisa aprender a escutar.
A Lua passa diante do Sol em Leão.
E o Rei entra na sombra.
Não para ser destronado.
Mas para aprender.
O Sol ilumina.
A Lua acolhe.
O Sol revela.
A Lua sente.
O Sol afirma:
“Eu Sou.”
A Lua pergunta:
“E o que você sente?”
Talvez o verdadeiro poder não seja fazer o outro baixar a cabeça.
Talvez seja fazer o outro sentir-se livre para levantar a cabeça.
Talvez a verdadeira luz seja aquela que revela sem ferir.
Que aquece sem possuir.
Que ilumina sem apagar ninguém.
🌑
O que o Sol tem a aprender com a Lua?
Talvez...
a arte de iluminar sem dominar.
E quando a Lua passar...
o Sol voltará.
Mas talvez nunca mais seja o mesmo Sol.
🌑 O MISTÉRIO DO ECLIPSE
O que o Sol tem a aprender com a Lua?
Há um mistério no Eclipse Solar.
A Lua passa diante do Sol.
E por alguns instantes...
a Lua eclipsa o Rei.
Mas talvez não seja para destroná-lo.
Talvez seja para ensiná-lo.
Porque o Sol sabe iluminar.
Mas a Lua sabe acolher a luz.
O Sol revela.
A Lua envolve.
O Sol mostra.
A Lua sente.
O Sol irradia.
A Lua recebe.
O Sol diz:
“Eu Sou.”
A Lua pergunta:
“E o que você sente?”
O Sol afirma sua existência.
A Lua lembra que existir também é pertencer.
O Sol ocupa o centro.
A Lua conhece o mistério da intimidade.
O Sol quer manifestar.
A Lua sabe esperar.
O Sol faz nascer o dia.
A Lua acompanha silenciosamente os processos da noite.
E talvez seja por isso que, de tempos em tempos,
a Lua precise atravessar o Sol.
Não para apagar sua luz.
Mas para interromper, por um instante,
a certeza de que iluminar é suficiente.
🌑
Talvez o Sol precise aprender com a Lua
que nem toda verdade precisa ser proclamada.
Que nem toda força precisa ser demonstrada.
Que nem todo poder precisa ocupar o centro.
Que nem toda presença precisa fazer barulho.
Que existe uma força que não domina.
A força que acolhe.
Existe uma autoridade que não ordena.
A autoridade que cuida.
Existe uma luz que não invade.
A luz que revela delicadamente.
E talvez esta seja a sabedoria feminina escondida dentro do próprio Sol:
iluminar sem ferir.
🌞🌑
Quando a Lua eclipsa o Sol em Leão,
o Rei entra na sombra.
E talvez seja justamente na sombra
que ele possa escutar aquilo que o brilho não lhe permitia ouvir.
A Lua lhe pergunta:
“Você consegue continuar sendo Sol sem precisar dominar?”
“Você consegue ocupar o centro sem tirar o lugar de ninguém?”
“Você consegue ser forte sem transformar força em violência?”
“Você consegue iluminar sem obrigar ninguém a olhar para você?”
“Você consegue reinar sem precisar de súditos?”
E talvez o Sol descubra:
O verdadeiro Rei, Rainha não é aquele que todos obedecem.
É aquele sob cuja luz todos podem florescer.
🌑
Então a Lua passa.
O Sol reaparece.
Mas algo mudou.
Porque depois de ser eclipsado pela Lua,
o Sol talvez já não brilhe da mesma maneira.
Ele volta mais humilde.
Mais consciente.
Mais inteiro.
E talvez compreenda finalmente:
não existe luz verdadeira sem receptividade.
Não existe poder verdadeiro sem cuidado.
Não existe soberania verdadeira sem respeito pela liberdade do outro.
Não existe Sol completo sem Lua.
E talvez esse seja o segredo do Eclipse:
a Lua não veio apagar o Sol.
Veio lembrar ao Sol que até a luz precisa aprender a escutar.
🌑 ECLIPSE DO SOL EM LEÃO
Talvez o Sol precise ser eclipsado.
Não para desaparecer.
Mas para lembrar que nenhum Rei é eterno.
Há um momento em que o brilho deixa de iluminar...
e começa a cegar.
Quando a força se transforma em domínio.
Quando a autoridade se transforma em autoritarismo.
Quando o macho acredita que ser homem é mandar.
Quando o poderoso precisa humilhar alguém para sentir-se grande.
Há muitas formas de ditadura.
Algumas levantam muros.
Outras levantam armas.
Outras começam dentro de uma casa.
No medo de uma mulher.
No silêncio de uma criança.
Na voz que não pode ser contestada.
A Lua não destrói o Sol.
Ela simplesmente passa diante dele.
E por alguns instantes...
o Rei deixa de ser visto.
O feminino não está chegando para tomar o lugar do masculino.
Está chegando para lembrar ao masculino que ele nunca deveria ter ocupado todos os lugares.
Ser grande não é ocupar todo o espaço.
É ser capaz de iluminar sem apagar ninguém.
Porque nenhuma luz é verdadeiramente solar quando precisa manter os outros na sombra.
🌑
O feminino atravessa o trono.
O silêncio atravessa o poder.
E o eixo Leão–Aquário anuncia um novo tempo.
Talvez o novo tempo não peça o fim do Rei.
Talvez peça o nascimento de um Rei diferente.
Um Rei que saiba que seu trono não está acima da vida.
Está a serviço dela.
Não é preciso destruir o Sol.
É preciso eclipsar aquilo que nele se tornou desmedido, insensível.
Para que, quando voltar a brilhar...
o Sol já não precise dominar para iluminar.
🌞🌑
🌑 ECLIPSE DO SOL EM LEÃO
Quando a Lua atravessa o trono do Rei
Talvez o Sol precise ser eclipsado.
Não para desaparecer.
Mas para lembrar que nenhum Rei é eterno.
Que nenhum trono é absoluto.
Que nenhum poder pertence para sempre a quem o ocupa.
Há um momento em que o brilho deixa de iluminar...
e começa a cegar.
Quando o protagonista acredita que todos os outros nasceram para servi-lo.
Quando a força se transforma em domínio.
Quando a autoridade se transforma em autoritarismo.
Quando a coragem se transforma em violência.
Quando o orgulho já não suporta ser contrariado.
Quando o homem acredita que ser homem é mandar.
Quando o pai acredita que ser pai é controlar.
Quando o líder acredita que ser líder é ser obedecido.
Quando o governante acredita que o povo lhe pertence.
Quando o poder esquece que existe para servir à vida.
É aí que começa a desmedida.
E talvez seja justamente aí que a Lua apareça.
A Lua não destrói o Sol.
Ela simplesmente passa diante dele.
E por alguns instantes...
o Rei deixa de ser visto.
O trono escurece.
O centro desaparece.
E aquilo que parecia absoluto revela sua impermanência.
Talvez o feminino não esteja chegando para tomar o lugar do masculino.
Talvez esteja chegando para lembrar ao masculino que ele nunca deveria ter ocupado todos os lugares.
Que força também pode acolher.
Que autoridade também pode escutar.
Que coragem também pode proteger sem ferir.
Que liderança também pode servir.
Que poder sem consciência se transforma em abuso.
E que todo poder que precisa humilhar alguém para se afirmar já perdeu sua verdadeira grandeza.
Há muitas formas de ditadura.
Algumas levantam muros.
Outras levantam armas.
Outras levantam bandeiras.
Outras levantam discursos.
E algumas começam dentro de uma casa.
No medo de uma mulher.
No silêncio de uma criança.
Na obediência exigida.
Na voz que não pode ser contestada.
No homem que precisa diminuir alguém para sentir-se grande.
Há ditaduras que chegam ao poder.
E há ditaduras que começam quando alguém acredita que o outro não tem direito de ser livre.
Talvez o Eclipse do Sol em Leão nos convide a olhar para tudo aquilo que ainda confundimos com grandeza.
Porque ser grande não é ocupar todo o espaço.
É ser capaz de iluminar sem apagar ninguém.
Ser Rei não é possuir súditos.
É ser responsável pela luz que se recebeu.
Ser protagonista não é silenciar os outros personagens.
É aprender a conviver com eles.
E talvez o grande ensinamento deste Eclipse seja justamente este:
nenhuma luz é verdadeiramente solar quando precisa manter os outros na sombra.
[Pausa.]
Agora a Lua atravessa o Sol.
O feminino atravessa o trono.
O silêncio atravessa o poder.
E por alguns instantes o mundo vê o que normalmente não consegue ver.
Que até o Sol pode ser encoberto.
Que até o Rei pode precisar parar.
Que até o poderoso pode precisar escutar.
E que nenhum centro permanece centro quando deixa de reconhecer a existência dos outros.
Talvez seja este o anúncio de um novo tempo.
Um tempo em que o poder não precise ser masculino para ser forte.
Um tempo em que o feminino não precise imitar o masculino para conquistar seu lugar.
Um tempo em que liderança seja presença.
Autoridade seja consciência.
Força seja proteção.
Liberdade seja compartilhada.
E protagonismo seja a capacidade de fazer a própria luz nascer sem impedir a luz do outro.
O eixo Leão–Aquário nos coloca diante de uma escolha.
De um lado, o Rei que quer ser adorado.
Do outro, a comunidade que quer ser livre.
De um lado, o ego que diz:
“Eu sou o centro.”
Do outro, a consciência que pergunta:
“Que lugar existe para todos?”
Talvez o novo tempo não peça o fim do Rei.
Talvez peça o nascimento de um Rei diferente.
Um Rei que saiba que seu trono não está acima da vida.
Está a serviço dela.
E talvez seja isso que a Lua veio nos mostrar.
Não é preciso destruir o Sol.
É preciso eclipsar, por um instante, aquilo que nele se tornou desmedido.
Para que, quando voltar a brilhar...
o Sol já não precise dominar para iluminar.
Já não precise ser adorado para existir.
Já não precise apagar ninguém para ser visto.
Porque o verdadeiro Sol não governa pela força.
Ele ilumina.
E quando a luz volta depois do eclipse...
nunca mais vemos o mesmo Sol.
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